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HISTÓRIA DO SCPC


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SCPC da ACIC completa 50 anos

Há 50 anos combatendo a inadimplência, o Serviço Central de Proteção ao Crédito contou com o apoio de muitos empresários da região, entre eles, Guilherme Campos. Hoje o serviço é referência nacional de credibilidade

Quem conhece o SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito) e todos seus serviços prestados, nem imagina as importantes transições que ocorreram ao longo de seus 50 anos de vida. O moderno e prático sistema que disponibiliza informações de crédito aos seus associados (empresas, comércio e entidades dos mais variados segmentos), tem o objetivo de orientar se a venda pode ou não ser decidida com segurança para o consumidor que deseja efetuar compra ou serviço. Através de seu banco de dados com base nas informações de crédito de pessoa física de todo o país, o SCPC da ACIC chega a atender cerca de 10 mil consultas por dia.

Fundado em 10 de julho de 1956, pelos senhores Nelson Rolando da Silva Camargo (ex-militar aposentado) e Rui Rodrigues (presidente da ACIC na época), e também por um grupo de “homens de negócio” de Campinas, o SCPC foi reproduzido nos moldes do existente na Associação Comercial e Industrial de São Paulo. No início com apenas três funcionários e sob contribuição de ilustres nomes do comércio da cidade, entre eles: Ezequiel Magalhães Júnior, Saulo Duchovini, João Câncio Camargo, Saulo Lisbão, Adolpho Yhan, Manuel Mendes Sansana, entre outros; o SCPC tinha um conselho, que se reunia freqüentemente. Com o intuito de melhorar suas condições de trabalho para assim evitar a inadimplência e ao mesmo tempo atrair consumidores para compras a prazo, o grupo criou um regulamento que vigorava em alguns estabelecimentos da cidade. Nas reuniões eles trocavam experiências e tentavam resolvê-las em grupo.

Foi criado o sistema manual de fichas e arquivos, onde ficavam hospedados para consulta na ACIC, os nomes dos inadimplentes. Quando alguém fosse comprar a prazo, o lojista fazia uma papeleta (espécie de papel com dados da pessoa em um envelope) que era levada por um portador (o que hoje corresponde ao patrulheiro ou office boy) até a ACIC para ser consultado. Enquanto o cliente aguardava na loja o resultado da consulta, o pessoal do SCPC se desdobrava para verificar os nomes dentro dos inúmeros arquivos.

Sinônimo de credibilidade, o serviço foi se expandindo e conquistando o apoio das maiores lojas da época como: Casa Nova América, Casa Boris, Refrigeração Elétrica Lusitana, Casa Ezequiel, Casa Di Lascio, Loja Renner, Casa Moisés, Nelson Cid Menegazzi, Cia Mac-Hardy, A Mobilar, Marcondes Ferrão, Arno, Casa Coração de Jesus, Relojoaria Chinelatto, Anauatti Modas, Casa Campos, Ela Kaplan, entre outras.

Na década de 60, com a implementação da telefonia, as consultas mudaram de rumo. A ACIC passava a ter 60 linhas telefônicas apenas para este serviço.

A grande demanda de consultas obrigou ao presidente em exercício Guilherme Campos encontrar uma nova solução para aliviar o atendimento. Em meados de 80, o arrojado presidente informatizou o SCPC de Campinas. Segundo a encarregada do departamento Sueli Galerani, que acompanhou as várias etapas do SCPC, o de Campinas foi pioneiro do Brasil a implantar computadores de grande porte com terminais remotos.

Guilherme Campos chegou a ser chamado de "louco", por investir em tais computadores chamados de “IBM de grande porte”, onde cada um custava cerca de 20 milhões de cruzeiros – valor em torno de 200 mil reais hoje.

Sueli lembra que tinham computadores que chegavam a ocupar uma sala inteira, de tão grandes. Ela conta também que deste computador saíam uma malha de cabos coiciais que percorriam todas as ruas do Centro por onde tinham usuários do serviço. Destes cabos saíam os fios que estavam ligados aos terminais de cada estabelecimento, proporcionando a consulta de crédito imediata on-line.

Levando em consideração o grande número de pessoas que comprava em Campinas, Guilherme Campos expandiu o sistema mecanizado para as associações comerciais e industriais da região: Sumaré, Valinhos, Vinhedo, Jaguariúna, Cosmópolis, Mogi-Guaçu, Mogi-Mirim, Itatiba, Paulínia, Hortolândia e Louveira.

Com 4.000 usuários do sistema e 24h de acesso, o SCPC também é o primeiro em regionalização, sendo 2º mais consultado do Estado de São Paulo e um dos 10 mais acessados no Brasil. O número de consultas diárias chega em torno de 9.600/dia, o que corresponde a uma média de 300.000/mês. O dia de maior consulta na história do SCPC até agora foi o dia 23 de dezembro de 2005, com cerca de 22.000 consultas.

Apesar do dinheiro eletrônico ser a grande tendência em pagamento das compras, o SCPC continua com grande atividade, fornecendo dados para cadastros de clientes. De acordo com os dados da ACIC, 68,5% das consultas são utilizadas via crédito; 27,7% via cheque e 3,8% são para outros fins. Para o economista da entidade, Laerte Martins, o cartão é a forma que mais cresce, representando 22,0% do mercado. “O cartão oferece mais segurança e praticidade, apesar dos grandes riscos de clonagens e roubos. Acredito que o sistema de proteção ao crédito caminha hoje para o Crédito Positivo, que vai inclusive, mudar esse princípio de negativação para melhorar, as taxas de juros e a segurança nas vendas”, disse Martins. O saldo de títulos incluídos no banco de dados do SCPC Campinas nos últimos cinco anos corresponde a 376.985 carnês.

Os meios de acesso para este serviço podem ser obtidos através de:

• Internet (www.scpc-campinas.com.br)
• Microterminais de consulta
• Impressoras automáticas de cheque
• ECF/PDV Lite (preenche cheque a consulta ao mesmo tempo)
• URA
• URAFAX
• RENPAC/SPPAC


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