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AVALIAÇÃO ECONÔMICA DE CAMPINAS EM 2006
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Laerte Martins |
Balanço de março
Março fecha com inadimplência em alta e queda nas vendas
Economista da ACIC faz avaliação do mês de março e do trimestre com base nos números do SCPC. A previsão é de que a partir de maio a inadimplência e as vendas apresentem melhora
Os números do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) da ACIC do mês de março de 2006 apresentaram uma evolução negativa de (1,5%) nas consultas em avaliação com o mesmo período de 2005. Os dados de março de 2006 comparados com os de 2005 mostraram uma redução nas consultas ao crediário de 6,7% e um incremento de 11,9% nas vendas à vista. Já, março passado comparado a fevereiro apresentou melhora de 12,0% no número de consultas. De acordo com o economista da ACIC, Laerte Martins, março teve maior número de dias úteis que fevereiro o que aumentou a quantidade de consultas.
A inadimplência sofreu um forte crescimento de 122,5% de fevereiro para março deste ano. Segundo o economista, os saldos de março passado comparado com março de 2005 mostraram que houve um aumento considerado pequeno de inadimplência, chegando a 6,8% com 13.105 carnês não pagos contra 12.270 de março de 2005.
Trimestre
No fechamento deste trimestre, o balanço ficou em 1,1% positivo em avaliação ao trimestre de 2005, com um crescimento de 0,9% nas vendas a prazo e um e de 1,7% nas vendas à vista. “Isso mostra que os consumidores estão fugindo ainda mais das taxas de juros altos, apesar da tendência e a movimentação da Selic apontar uma redução mais acentuada passando dos 18,0% ao ano em dezembro de 2005 para 16,50% ao ano agora em março de 2006”, explica Martins.
O trimestre de 2006 fechou com um total de 22.759 carnês não pagos, que representou cerca de R$ 7,1 milhões. No ano passado, este período obteve 25.938 carnês não pagos, que resultou em R$ 5,2 milhões.
“A expectativa é que em abril as vendas do comércio varejista tenham uma pequena melhora por força das vendas de Páscoa, que não são tão expressivas assim, mas podem motivar mais o fluxo da economia”, disse Martins. Para ele, apesar dos impactos mais políticos do que econômicos, uma sensível melhora promete incrementar as vendas a partir de maio, com o Dia das Mães e a chegada da Copa do Mundo.
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