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AVALIAÇÃO ECONÔMICA DE CAMPINAS EM 2006


Laerte Martins

Balanço de julho

Vendas desaquecidas e inadimplência em queda

Campineiro prefere comprar menos e à vista. SCPC registra redução de 41,1% na inadimplência de junho para julho, preocupação em “limpar o nome” para o fim de ano

Os números do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) da ACIC neste mês de julho de 2006 apresentaram queda nas vendas. O mês de julho ficou num ritmo um pouco menor que junho passado, ficando na casa de (-1,02%). A queda em relação a julho de 2005 foi mais expressiva, chegando a 4,5%.

De acordo com o economista da ACIC, Laerte Martins, o que chamou mais a atenção na análise do mês de julho foi a grande redução das vendas a prazo, que comparadas a julho de 2005, chegaram a (-16,0%). As vendas à vista, por sua vez, tiveram uma melhora de 23,6%.

Segundo Martins, os juros elevados, as férias escolares e a fraca estação de inverno colaboraram para o desaquecimento nas vendas. “Apesar da queda na taxa Selic, que passou para 14,75% ao ano reduzindo 0,50 p.percentuais, tivemos pouco dinheiro circulando”, disse.

Com esses números, o acumulado do ano nesses sete meses ficou 4,0% menor que o mesmo período anterior, sendo que, em termos de faturamento a queda foi de 3,6%, indicando que o comércio varejista deixou de faturar nesse período cerca de R$ 118,9 milhões em relação ao mesmo período do ano anterior.

O fato positivo neste mês foi a queda da inadimplência que ficou 41,1% menor que a inadimplência de junho de 2006. Em relação a julho de 2005, ela caiu em 3,1%.

No acumulado do ano, a inadimplência continua ainda mais alta que o período anterior em 10,3%, o que representa cerca de 67.470 carnês atrasados este ano contra os 61.151 do ano anterior, implicando em cerca de R$ 23,6 milhões que deixaram de circular no comércio varejista.

“Os consumidores já começaram a se preocupar com a inadimplência no final do ano e já estão” limpando “os nomes junto ao SCPC”, comentou Martins.

A expectativa do economista é de uma melhora nas vendas de agosto, especialmente pelos retornos das antecipadas liquidações de inverno e também pelo Dia dos Pais, que deve movimentar mais de 10,0% em relação ao período anterior.

* Fonte: Departamento de Economia da ACIC

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