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AVALIAÇÃO ECONÔMICA DE CAMPINAS EM 2007


Laerte Martins

Balanço de dezembro

Vendas de Natal apresentam crescimento

Os números do SCPC da ACIC, do mês de Dez/2007, que indicam as vendas do período natalino apresentaram um crescimento no número de consultas da ordem de 7,2%, em comparação com os números de Dez/2006.

Em avaliação com Novembro de 2006 a expansão foi de 68,9%, marcando mais uma vez o grande peso das vendas de Natal em avaliação com os meses comuns.

Esse resultado de 7,2% ficou um pouco abaixo dos 10% esperado pelo comércio em geral, mas foi superior ao do ano passado, indicando ainda uma forte expansão de 27,9% nas vendas a prazo, com uma conseqüente queda de 27,4% nas vendas a vista. No entanto, no acumulado do ano, a evolução das consultas não foi além de 1,0%.

As reduções das taxas de juros, com a Selic chegando ao seu menor patamar de 11,25% a.a.; a melhoria do desempenho da atividade econômica, com boa perspectiva de uma expansão de mais de 5% do PIB, principalmente o regional; o índice da inflação no patamar abaixo dos 4.5% a.a.; a melhoria no poder de compra com o crescimento de 6.5% no salário médio regional e a queda do desemprego e a queda do dólar com a valorização do Real foram os fatores que melhoraram a comercialização neste Natal, que foi bem melhor que do ano passado.

Avaliando ainda a evolução do comercio por seguimentos observa-se uma forte expansão dos eletroeletrônicos que, mais uma vez, foram os mais procurados neste Natal, seguido dos brinquedos, vestuário e calcados.

Os seguimentos que mais evoluíram este ano na economia campineira foram os da construção civil, que expandiram mais de 24%; o de veículos (automotores) com mais de 35% e dos eletrodomésticos (geladeiras,TVs, linha branca,etc. ) que chegaram aos 40%.

A inadimplência mostrou queda acentuada, como era esperado nesta época do ano, com a entrada de quase R$ 500 milhões na economia campineira provenientes do 13º salário que propiciou uma redução de 11,2% em comparação com a inadimplência de Dez/2006. No acumulado do ano, no entanto, a inadimplência continua elevada, mas com tendências de queda, com seus 111.921 carnes não pagos, que representam cerca de R$ 53,7 milhões que deixaram de circular no comercio campineiro.

Para 2008 o comércio espera uma melhor implementação na política tributaria. A eliminação da CPMF deve melhorar o consumo para população, com o pagamento de menos impostos e mais aquisições de bens e serviços.

 

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